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Resolução CMN nº 4.966: como a cobrança passou a proteger o resultado financeiro das empresas

  • 30 de jan.
  • 5 min de leitura

Atualizado: 2 de fev.

O que mudou com a Resolução CMN 4.966 que entrou em vigor em janeiro/2026 e o que os gestores de contas a receber (cobrança) precisam saber para proteger o financeiro.



A Resolução CMN nº 4.966 marcou uma mudança relevante na forma como as empresas devem tratar contabilmente os créditos em atraso, os juros e as perdas financeiras. Embora seja uma norma de natureza contábil, seus efeitos são amplos e impactam diretamente a gestão do contas a receber, a previsibilidade de caixa e o resultado financeiro das organizações.



Moedas de metal empilhadas em ordem crescente e sobre elas dados formando a palavra juros.


Para empresas que lidam com carteiras relevantes de crédito, a resolução reforça a necessidade de alinhar contabilidade, gestão de risco e cobrança. Nesse contexto, a cobrança deixa de ser apenas uma atividade operacional e passa a ocupar um papel estratégico na proteção do resultado.



O que é a Resolução CMN nº 4.966/21?


A Resolução CMN nº 4.966 foi publicada pelo Conselho Monetário Nacional em 25 de novembro de 2021.


Ela passou por um período de adaptação e implementação, e a maior parte de suas diretrizes contábeis (especialmente as relacionadas à provisão por perdas e reconhecimento de instrumentos financeiros) entrou em vigor a partir de 1º de janeiro de 2025.


Objetivo da norma: Alinhar o reconhecimento contábil de juros, receitas e perdas ao risco real de crédito, aproximando o resultado contábil da efetiva capacidade de geração de caixa.


Resumo:

Publicação: 25 de novembro de 2021

Órgão emissor: Conselho Monetário Nacional (CMN)

Início de vigência: 1º de janeiro de 2025



Como as empresas tratavam os juros antes da Resolução


Antes da nova regra, era comum que empresas reconhecessem juros sobre créditos em atraso de forma automática. Quanto maior o tempo de inadimplência, maior era o volume de juros lançado como receita financeira, mesmo sem qualquer entrada de caixa.

Esse modelo criava uma distorção perigosa:

  • O resultado contábil aumentava;

  • O risco de não recebimento também aumentava;

  • O caixa permanecia pressionado;

  • A inadimplência ficava mascarada por receitas que existiam apenas no papel.



O que muda com a Resolução CMN nº 4.966


A Resolução 4.966 inverte essa lógica ao colocar o risco de crédito no centro da análise contábil.


Na prática:

  • Quanto maior o risco de não pagamento, menor pode ser o reconhecimento de juros;

  • Ao mesmo tempo, maior deve ser o reconhecimento de perdas esperadas;

  • O resultado passa a refletir de forma mais fiel a realidade financeira da empresa.


Ou seja, créditos em atraso deixam de ser tratados como receita futura garantida e passam a ser tratados como ativos de risco.




Avatar "TINA" da LATINA alusivo à Dicas

"Antes, a empresa reconhecia juros esperando receber. Agora, ela precisa receber para reconhecer."


Onde a inadimplência aparecia:

Apenas quando o crédito era considerado perdido.


A nova norma entende que:

Se o risco aumenta, não faz sentido reconhecer juros.

O crédito deve ser tratado como ativo de risco, não como receita futura garantida.

O resultado precisa refletir a probabilidade real de recebimento.


"E é exatamente aqui que a cobrança eficiente e antecipada passa a proteger o resultado."



ANTES X DEPOIS da Resolução CMN nº 4.966


Aspecto

ANTES

da Resolução 4.966

DEPOIS

da Resolução 4.966

Reconhecimento de juros

Juros continuavam sendo reconhecidos mesmo com alto atraso

Juros são limitados conforme o risco de não pagamento

Relação atraso x resultado

Quanto maior o atraso, maior o resultado contábil

Quanto maior o atraso, menor o resultado

Aderência à realidade do caixa

Baixa – receitas reconhecidas sem entrada de dinheiro

Alta – resultado mais próximo do caixa real

Avaliação de risco do crédito

Pouco considerada no reconhecimento de receita

Central no reconhecimento de juros e perdas

Registro de perdas

Perdas reconhecidas tardiamente

Perdas reconhecidas de forma mais antecipada

Impacto da inadimplência

Muitas vezes mascarado por juros acumulados

Evidenciado diretamente no resultado

Papel da cobrança

Operacional e reativa

Estratégica e preventiva

Timing da cobrança

Pode ser tardio, sem impacto imediato no resultado

Cobrança cedo reduz risco, perdas e impacto financeiro

Visão sobre crédito em atraso

Ainda tratado como receita potencial

Tratado como risco financeiro

Gestão financeira

Foco em volume e saldo

Foco em risco, recuperação e sustentabilidade

Consequência para a empresa

Resultado inflado e caixa pressionado

Resultado mais conservador e previsível



Onde a cobrança entra nesse novo cenário


É aqui que a cobrança assume um papel estratégico.

A Resolução CMN nº 4.966 deixa claro que tempo é risco. Quanto mais rápido o crédito é recuperado:

  • Menor é o risco atribuído à operação;

  • Maior é a possibilidade de reconhecimento de juros;

  • Menor é a necessidade de provisão para perdas;

  • Melhor é o resultado financeiro.


Por outro lado, quando a cobrança demora:

  • O risco cresce;

  • O reconhecimento de receitas financeiras é limitado;

  • As perdas aumentam;

  • O resultado da empresa se deteriora.


Cobrar cedo preserva resultado. Cobrar tarde custa caro.



Cobrança deixa de ser operacional e passa a ser estratégica


A norma reforça que cobrança não é apenas “ligar para cobrar”. Ela passa a ser:

  • Uma ferramenta de gestão de risco;

  • Um mecanismo de proteção do resultado;

  • Um elo entre financeiro, contabilidade e estratégia.


No novo cenário contábil, cobrar cedo não é agressividade,

é inteligência financeira.


Empresas mais maduras já entenderam que cobrança eficiente:

  • Reduz provisões;

  • Protege margens;

  • Melhora previsibilidade financeira;

  • Sustenta o crescimento saudável.



Quadro comparativo sobre a Resolução 4.966 e as mudanças na gestão de créditos em atraso.
Antes e Depois da Resolução 4.966 (Imagem IA)


Checklist essencial para as empresas


Para se adaptar corretamente ao novo cenário pós Resolução CMN nº 4.966 é fundamental que a empresa verifique:

  • Se juros e multa estão previstos em contrato;

  • Se os percentuais respeitam os limites legais;

  • Se a política de cobrança é ativa e antecipada;

  • Se a contabilidade está alinhada ao risco real da carteira,

  • Se cobrança, financeiro e contábil atuam de forma integrada.



O que os gestores de contas a receber precisam fazer na prática


Diante das mudanças trazidas pela Resolução CMN nº 4.966, os gestores de contas a receber passam a ter um papel ainda mais estratégico dentro das organizações. Algumas ações tornam-se essenciais:


  • Monitorar o Aging da carteira de forma contínua, com atenção especial aos primeiros dias de atraso;

  • Atuar de forma preventiva, reduzindo o tempo médio de inadimplência;

  • Integrar informações entre contas a receber, contabilidade e financeiro;

  • Revisar políticas de crédito, cobrança e provisionamento;

  • Avaliar constantemente o risco da carteira e seu impacto no resultado.


A gestão eficiente do contas a receber passa a ser um fator determinante para a preservação da margem e da saúde financeira da empresa.





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A Resolução CMN nº 4.966 reforça que inadimplência deve ser tratada como risco, e não como receita futura. Nesse cenário, a cobrança eficiente e antecipada torna-se uma aliada estratégica da contabilidade e da gestão financeira.

Gestores que antecipam a atuação e contam com parceiros especializados, como a LATINA, conseguem reduzir perdas, preservar resultado e fortalecer a sustentabilidade financeira do negócio.


Lembre-se: Antecipar o envio dos títulos para a LATINA é importante


A antecipação do envio dos títulos para a LATINA Gestão em Cobranças é uma decisão estratégica que gera impactos diretos no resultado financeiro das empresas.


Quanto mais cedo a cobrança é iniciada:

  • Maior é a taxa de recuperação do crédito;

  • Menor é o risco atribuído ao ativo;

  • Menor é a necessidade de provisão para perdas;

  • Maior é a preservação do resultado contábil e financeiro.


A atuação antecipada permite que o crédito seja recuperado ainda em estágios iniciais de atraso, quando a probabilidade de pagamento é significativamente maior. Isso contribui para reduzir perdas, melhorar o fluxo de caixa e manter a carteira saudável.


Além disso, a LATINA atua de forma estruturada, com processos alinhados às melhores práticas de mercado, respeito ao relacionamento comercial e foco na recuperação sustentável do crédito.



Cobrar cedo é uma decisão estratégica.

Proteger o resultado é uma escolha de gestão.



O nosso time tem soluções personalizadas

para a sua empresa.







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