O NOVO DESAFIO DOS GESTORES FINANCEIROS: a falta de profissionais qualificados está mudando o setor de cobrança no Brasil
- 22 de mai.
- 6 min de leitura
Em meio ao aumento da inadimplência e à escassez de talentos no Brasil, empresas enfrentam um novo desafio: encontrar e manter profissionais qualificados para contas a receber e cobrança. Neste artigo, você vai entender como o perfil dos candidatos mudou, quais são as maiores dificuldades de contratação em 2026, o impacto da pressão emocional nas equipes financeiras e como as empresas estão reduzindo a sobrecarga, aumentando a produtividade e mantendo o foco nas negociações mais estratégicas.

O mercado de cobrança mudou: por que está cada vez mais difícil contratar profissionais para contas a receber em 2026?
O cenário da cobrança e recuperação de crédito no Brasil mudou drasticamente nos últimos anos. Em 2026, de acordo com a pesquisa da ManpowerGroup, a média global de escassez de talentos alcança 72%, confirmando que a dificuldade de contratação continua sendo uma realidade predominante no mercado de trabalho. Ainda que represente uma leve melhora em relação ao ano anterior (74%), o índice permanece alto e distribuído desigualmente entre os países.

No Brasil, empresas de diversos setores enfrentam uma combinação desafiadora: aumento da inadimplência, pressão sobre fluxo de caixa, escassez de talentos (gráfico) e desgaste emocional das equipes financeiras.

Para gestores de contas a receber e financeiros, o problema já não está apenas na recuperação do crédito — mas também em encontrar, contratar e manter profissionais preparados para lidar com a complexidade da cobrança moderna.
E se a sua empresa é de médio e grande porte, o cenário fica ainda mais complexo.

O dado mais significativo surge nas organizações com 1.000 a 4.999 colaboradores: 90% enfrentam dificuldades para encontrar talentos. Esse é o maior índice entre todos os segmentos analisados no país. Nas empresas com mais de 5.000 colaboradores, o percentual continua alto, atingindo 82%.
E a pergunta que muitas empresas começaram a fazer é: “Vale a pena continuar absorvendo toda a operação internamente?”
A inadimplência aumentou — e a pressão sobre os times financeiros também
Com juros elevados e aumento do endividamento empresarial, a inadimplência segue pressionando empresas em todo o Brasil. Segundo dados divulgados em 2026, o país vive um dos maiores níveis históricos de inadimplência corporativa, impactando diretamente os setores financeiros e de cobrança.
Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho vive um paradoxo:
empresas precisam contratar mais;
mas encontram cada vez mais dificuldade para preencher vagas estratégicas.
Segundo levantamento do ManpowerGroup, 80% dos empregadores brasileiros relatam dificuldade para encontrar profissionais qualificados em 2026.
No setor financeiro e de contas a receber, isso se tornou ainda mais evidente.
O novo perfil do profissional de cobrança em 2026
O setor deixou de ser apenas operacional e passou a exigir:
inteligência emocional;
negociação consultiva;
capacidade analítica;
leitura de indicadores;
domínio de ERP e CRM;
visão financeira,
habilidade de comunicação multicanal e
gestão de carteira por risco e aging.
As próprias vagas divulgadas em 2026 mostram esse novo perfil exigido pelo mercado.
Além de que hoje, áreas com: cobrança intensa; metas elevadas; contato constante com conflito; pressão por resultado; alta demanda emocional passaram a exigir maior atenção das empresas em relação ao Burnout, absenteísmo e afastamentos.
Mas os profissionais também mudaram
Se antes estabilidade era prioridade absoluta, hoje os candidatos avaliam muito mais do que salário.
Os profissionais da área financeira e cobrança passaram a buscar mais que salário, especialmente após o crescimento dos debates sobre saúde mental no ambiente corporativo.
A atualização da NR-1, que passa a exigir atenção maior aos riscos psicossociais nas empresas em 2026, acelerou ainda mais essa discussão.
De acordo com pesquisas recentes de mercado (como o renomado estudo de Felicidade no Trabalho da consultoria Robert Half) os profissionais migraram a prioridade máxima do "salário pelo salário" para fatores mais voltados ao bem-estar, respeito e desenvolvimento.

Alinhamento de Expectativas (73%): Transparência mútua. O colaborador busca saber exatamente o que a empresa espera dele e o que a empresa oferece em troca (cultura de respeito, feedbacks claros e sem surpresas negativas).
Equilíbrio Vida/Trabalho / Qualidade de Vida (68%): O desejo de não "viver apenas para trabalhar". Entra aqui o suporte à saúde mental e física, evitando o esgotamento (Burnout).
Liderança Aberta e Apoio (66%): Profissionais não buscam chefes autocráticos, mas líderes que atuem como facilitadores, parceiros e deem suporte emocional quando necessário.
Flexibilidade (60%): Autonomia de horários, possibilidade de home office ou modelo híbrido. É a liberdade para gerenciar a própria rotina.
Crescimento Profissional (56%): Perspectiva de futuro. Planos de carreira estruturados e incentivo à capacitação contínua.
“Se 80% das empresas têm dificuldade para contratar, e as empresas por vezes não conseguem oferecer o formato ideal de trabalho que os profissionais buscam, a estratégia está no Outsourcing.
O desafio invisível dos gestores financeiros
Muitos gestores relatam que o problema não está apenas em contratar — mas em manter o time produtivo e saudável.
Entre os principais desafios atuais estão:
alta rotatividade;
dificuldade de retenção;
afastamentos;
sobrecarga do time;
absenteísmo;
perda de produtividade,
queda de performance em carteiras antigas e
custo de treinamento constante.

Ponto importante: quanto mais a equipe interna fica sobrecarregada com cobrança antiga e massiva, menor tende a ser o foco estratégico sobre:
clientes recentes;
negociações importantes,
prevenção da inadimplência e
relacionamento com clientes-chave.
O mercado financeiro está mais analítico
e menos operacional
Outro movimento importante em 2026 é a transformação do perfil das áreas financeiras.
O mercado passou a valorizar profissionais com foco em:
análise;
estratégia;
dados;
inteligência financeira;
relacionamento consultivo;
previsibilidade de caixa.
Isso faz com que muitos profissionais deixem funções mais operacionais de cobrança para buscar posições mais estratégicas no mercado financeiro.
Na prática, isso reduz ainda mais a disponibilidade de mão de obra qualificada para operações internas de cobrança.
Onde estão os profissionais da área?
Hoje, os candidatos da área financeira e cobrança estão concentrados principalmente em:
LinkedIn;
plataformas de vagas;
networking;
indicações,
comunidades profissionais e
redes sociais corporativas.
Mas existe uma mudança importante: os profissionais pesquisam muito mais sobre a empresa antes de aceitar uma proposta.
Eles observam:
cultura organizacional;
clima;
reputação;
possibilidades de crescimento;
saúde do ambiente;
estabilidade;
posicionamento da liderança.
Ou seja: o employer branding deixou de ser tendência e virou necessidade.
O custo oculto da operação interna de cobrança
Muitas empresas ainda analisam a cobrança apenas pelo custo de equipe.
Mas existe um custo invisível que impacta diretamente o financeiro:
férias;
afastamentos;
turnover;
tempo de treinamento;
baixa produtividade;
perda de foco estratégico;
desgaste emocional da equipe;
gestão operacional,
passivos trabalhistas e
impacto da NR-1 sobre riscos psicossociais.
Em muitos casos, a operação acaba consumindo tempo e energia de áreas que deveriam estar focadas em:
retenção de clientes;
análise financeira;
expansão,
negociação estratégica e
prevenção de inadimplência.
A terceirização da cobrança como apoio estratégico
É justamente nesse cenário que muitas empresas passaram a adotar um modelo híbrido:
equipe interna focada na cobrança recente e estratégica e
parceiro especializado atuando em conjunto na recuperação de carteiras mais antigas e volumosas.
Mais do que terceirizar cobrança, o objetivo passou a ser:
aumentar eficiência;
reduzir sobrecarga;
manter produtividade;
preservar saúde do time,
melhorar recuperação e
gerar previsibilidade operacional.
Com uma operação especializada, as empresas conseguem:
✔️ reduzir impactos de faltas e afastamentos
✔️ diminuir pressão sobre equipes internas
✔️ manter continuidade operacional
✔️ ampliar capacidade de recuperação
✔️ focar o time interno em clientes prioritários
✔️ reduzir desgaste gerencial
O futuro da cobrança será cada vez mais estratégico
A cobrança deixou de ser apenas uma atividade operacional.
Em 2026, ela passou a ocupar um papel diretamente ligado à:
saúde financeira das empresas;
experiência do cliente;
inteligência financeira;
gestão de risco;
sustentabilidade operacional.
Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho exige uma nova forma de gestão de pessoas, especialmente em áreas de alta pressão emocional.
Empresas que compreenderem esse movimento terão mais facilidade para:
atrair talentos;
manter equipes saudáveis;
aumentar produtividade,
preservar fluxo de caixa e
construir operações mais sustentáveis.
E, em muitos casos, contar com parceiros especializados, como a LATINA, pode ser justamente o equilíbrio necessário entre performance financeira e sustentabilidade operacional.

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Fontes:




Ótima abordagem sobre um desafio real do mercado atual. Competência técnica, visão analítica e capacidade de adaptação nunca foram tão valiosas!👏